sexta-feira

Meu querido James

Em segundos sinto que fraquejei por todo o lado, da minha cabeça aos meus pés sinto que perdi totalmente a fúria de viver, aquele tão grandioso bem hajam à vida que me foi dada. O meu forte corpo juntamente com a minha mente sã, estão agora unidos de uma maneira trémula e desgastante. Passei-lhes a palavra, eles agora demonstram como me sinto, demonstram-te a ti, meu tão adorado antigo companheiro a maneira velha e distorcida em que me deixas cada vez que decides ocultar-me a verdade...
De nada te vale pensares que o teu melhor requisito é essas palavras que te corroem por dentro, que farão de ti um dia um ser pouco atraente, tão pouco que acabarás sozinho. Ou talvez a pedires-me que volte atrás em todas as minhas supostas decisões, para que te possas sentir amado por alguém.

- Estou super magoada!
- Já são muitas coisas a acontecerem em tão pouco espaço de tempo
- Eu não sei é como fui tão burra ao ponto de cair de novo nos braços de alguém, desta maneira.
- O que vais fazer agora? tens alguma ideia?
- Não. Neste momento não me passa nada pela cabeça, só quero descançar este fim-de-semana. Quero sentir-me "eu" novamente, e conseguir pelo menos sorrir.
- Acho que fazes bem...
- Tens algum conselho para mim?
- O conselho que tinha para ti já to dei da outra vez... não deixes passar em branco
- E agarro-me ao quê?
- Se ficares com ele só por causa dos bons momentos que tiveste então vais ser sempre enganada porque ele tem-te por garantida. Não estou a dizer que devem acabar, mas ele tem que mudar muito, não é assim que se trata uma namorada, muito menos tu.
- Ele pensava que eu hoje iria esquecer tudo e ia atrás dele.. pensava que (novamente) me ia ter nos braços assim, sem mais nem menos.
- Não sei o que te dizer, porque já te disse muito da outra vez. Não é fácil. Nunca é. Mas era isto com que tinhas sonhado?
- Eu sonhei tanto da outra vez, e jamais conseguir ter o que continha nesse sonho.. no fundo acho que sonho demais, acho que assim só criu ilusões, só finjo a mim mesma que vai correr tudo dentro dos possiveis, porque perfeito nada é, e afinal nem metade consigo atingir. Mas acredita que com isto nunca sonhei...

quinta-feira

Curar umas saudades manipuladoras

segunda-feira


"E sim, é por saber que não sabemos prazos, que não gosto de viver em banho-maria. Não gosto de viver devagar. Tenho fome de emoções, de gargalhadas, de sussurros que me encham o peito, de memórias, de beijos e de abraços. E de dizer sempre às minhas pessoas o quando gosto delas. Todos os dias, enquanto cá estivermos."

quinta-feira

Só mesmo tu


O medo que eu tinha cada vez que me dizias que em qualquer circunstância da minha vida estarias ao meu lado, esse puro e inocente medo de dia para dia se torna tão pequenino quanto as células que compõe o meu corpo. Se sou como sou, se aprendi o que hoje ponho em prática com facilidade, é graças à grande pessoa que és, graças à tua sublime força interior que ultrapassa todos os limites de um ser humano… Os agradecimentos não entram, porque de mim para ti e de ti para mim é um carinho profundo. E será sempre de coração que to dou.

quarta-feira

Seca, mas estavel


Tenho pena do tempo que voei daqui e não me quis lembrar que as desilusões também poderiam surgir comigo, desse tempo onde eu não colava os meus lábios para me emergir em mim mesma. Nessa altura eu não sei se o meu instinto me falhava ou se era eu que lhe falhava a ele. Lá que era simples e fácil de viver, lá isso era… histórias. Não passava disso, afinal. Eram histórias que o tempo me levava a acreditar, por influências tuas, para que eu pudesse sonhar mais alto e cair mais depressa. Os meus olhos pareciam algo de outro mundo, onde só tu moravas e me fazias acreditar que o céu nunca seria o limite de nada, que nós éramos muito mais do que ele. Nessa altura eu era feliz, eu era alguém que o vento não levou. Era doce e sabia dar-te aquilo que tu não me sabes dar agora a mim. Tempos esses, vivos e apaziguantes. Invejados por todos aqueles que mais nos olhavam de lado cada vez que as nossas mãos se uniam. Meu amor, eu não sofro agora, porque continuas comigo, e isso foi união que eu sempre desejei manter, mas há um vazio dentro de mim que me diz que em ti te falta alguma coisa, alguma coisa que não será de mim que esperas. Estou fria, gelada até.

domingo

Sem dormir com o coração fechado


Se soubesses como são as minhas noites quando não estás, se soubesses a vontade e a ânsia que mora dentro de mim por um novo abraço teu, por uma porta aberta em teu encontro, cada vez que te despedes de mim e regressas ao teu habitat natural, se soubesses as vezes que conto as horas para te voltar a ver, se soubesses... eu diria que não irias mais voltar para lá, diria que esse teu coração não me queria deixar nem que fosse simplesmente por km's.

terça-feira

Friend


Aprendemos que de todas as verdades o amigo é das maiores, que de todas as mentiras ele sabe sempre dar a mão, e que de todos os corpos o dele será sempre o mais procurado. A real certeza da incerteza é sabermos que hoje ele está lá, mas amanhã só não está se nós não quisermos, a incerteza mora em nós, tal como este ser, este ser tão verdadeiro e existente que nos traduz palavras mesmo que às escuras.

carla costa, a tal.

segunda-feira

Um dia sem ti, não é um dia


Mesmo que o tempo possa voltar atrás eu levo-te junto a mim, levo esse cheiro e essas mãos tão doces quanto a tua calmante voz. O tempo dentro de nós sempre nos encontrou nos abismos da nossa dor, curou-nos as feridas e fez sarar todas as cicatrizes de um passado forte mas ao mesmo tempo inseguro… Abriram-se portas e daí surgiram caminhos, entre portões lascados e com sabor a medo. Oportunidades fechadas e que se abriram à velocidade do que nos unia, do que nos fazia querer uma vida conjunta. Sempre guiámos o tempo, nunca o deixámos guiar-nos, por vezes traiçoeiro, por outras amigo. Ele escondeu-se vezes sem conta à espera de uma força nossa, de um canto acolhedor que nos fizesse lutar contra a maré. Ele sempre foi assim, inesperado mas com vontade de nos ver seguir… por ele eu seria tua à mais tempo, eu sei. Mas a vida, o destino, a filosofia não permitiu que assim fosse, surpreendeu-me assim entregando-me em mãos algo tão precioso como o amor que me dás. Esse que me aperta a mão todos os dias, e não me deixa dar passos em falso, esse que me sopra a cara e me acalma o choro. Que suporta todos os medos por mim, que me levanta de todas as quedas em que participo. Neste tempo que o tempo não se eleva, eu acredito sobretudo na grande magia de um amor inesperado, acredito em nós, como nunca acreditei e fio-me bastante na estrada que me ensinaste a seguir. Está escrita nos teus olhos e no sabor do teu abraço. Escondo-me nela cada vez que não me conheço ou cada vez que não suportas a dor comigo, tu sabes que eu sozinha não sou capaz de andar por ai, conheces-me e ainda assim muitas das vezes não segues ao meu lado. A tua estrada faz o tempo mais rico, mais transparente e extraordinário… eu sigo-a. A noção do visível é sempre maior quando de todos os lados chamam o teu nome, há algo em ti que o meu coração recolhe. Cada vez mais o teu nome vai com o tempo, e volta com a vontade, a vontade que eu tenho sempre de olhar para ti e saber que tu estás ali e és meu.

quinta-feira

Às vezes mais vale nem perceber o porquê, nem qual a razão, ou o objectivo com que se faz seja o que for. Deixo para depois, visto que agora tu estás longe e sem qualquer segurança para me demonstrar o meu verdadeiro valor, ou será que posso falar no nosso? Fazes-me lembrar os pássaros, que voam sem qualquer destino, fazes-me sentir fria e fora de mim. Esse teu vai e vem não te classifica, sempre pensei que a indecisão não morasse contigo.

terça-feira

Hoje a nota é 1000


Ainda acredito em palavras sábias, nos bons momentos, nas viagens ao mundo e na força que maior parte das pessoas não acredita que tem. Ainda sei de cor a cor do amor, sei de cor o sarcasmo de algumas palavras, sei de cor a história do valor humano, sei de cor a ausência mais marcada, a porta fechada na cara, o suspiro mais sentido e a verdadeira sinceridade. Foram marcas, e dessas marcas eu não só fui criando a minha história, mas também lutei pela minha sobrevivência, para que agora eu me sente nas bancadas de cima e consiga aplaudir todos aqueles que um dia quiseram apostar no meu fim.

Elsa


Darei continuidade à nossa amizade, porque além de valiosa é delicada. Espero estar à altura para te ajudar, para conseguir explicar-te que o céu não é o limite, que basta tu quereres e consegues viver a vida de outra maneira. Vai ser um bom dia, espero eu. E alguma coisa, eu estarei aqui.

segunda-feira

Hoje ou amanhã. C, parte II


Ainda que os ventos sejam outros, que o muro se determine, que a corrente não quebre e que os meus pés não toquem mais nos teus, eu continuo de braços abertos para ti, contínuo apta e cheia de vontade de te abraçar de novo. Jamais me conseguirei esquecer de todas as nossas conversas de 5 em 5 minutos e de todas as vivências que nelas repartíamos. Lembra-te que nunca irei largar a tua mão, mas não irei agarrar o teu braço.

Gosto mesmo de ti B



Por entre rumores desta tão grande memória, deste turbilhão de sentimentos e desavenças, procuro(-nos), com tanta intensidade como a chuva caí. Deixo os meus rastos aqui, para que tu saibas que cá estive, que eu posso não permanecer aqui diariamente mas a alma não morre, e a minha consegue tocar-te, mesmo que não sintas…. Ela distrai-te de um mundo que não queres conhecer. Descalça e sem vontade para me conhecer por dentro, encontro-nos ali, encontro-nos além, de uma maneira ágil e delicada. Sorrimos, choramos, deixamos o tempo passar, sem nos dominar, nós é que o estamos a dominar a ele… ali. Naquelas recordações inigualáveis, naqueles tempos em que o tempo não volta. Naquelas horas em que os minutos são tudo. Lá estamos nós, abrigadas do vento, da chuva, das tempestades que tanto tens medo. Eu estou lá para te ajudar, como se a minha mão não fugisse e a tua me agarrasse com tanta força. São fotografias, e pensamentos, de uns dias bem passados. Mas agora, que entro na realidade vejo o quanto já passou e o quanto me deixaste aqui, ou fui eu que te deixei? Fomos nós que nos deixámos. Ainda que o vento me leve para ti, eu não esqueço a falta que ainda me fazes e o peso que tenho por não conseguir trazer de volta as memórias vivas e apresentáveis. O peso que tenho dentro de mim por o meu passado ser o teu passado, mas o meu presente não ser o teu. Escrevo linhas, contorno imagens, em teu nome. Para que me consigas entender, para que ao pisares o mesmo chão que o meu, sintas que de tudo valeu teres entrado, mas de nada vale teres saído.

quarta-feira

Crueldade





Há dias de desespero, e os meus dias têm-se tornado cada vez mais identicos.

segunda-feira

Beira-mar



Enquanto pisava aquela areia fina e macia, pensava em ti. Como tenho feito sempre que tu não podes estar. Fiquei lá, parada, a olhar o mar que me deixava louca e com vontade de ir, ir para onde ele me levasse… parecia quando te olho nos olhos e me deixo ir contigo. Estava fixada no fundo do mar, fez-me lembrar a cor do mundo quando estás perto. Mas mesmo ali, abrigada do planeta, e fora de todas as vozes menos comuns, eu lembrava-me de mim sem ti e de mim contigo. A minha conclusão é simples, outrora eu quis ser eu e eu, neste momento eu gosto que seja eu e tu. Se eu escolhi este caminho, eu quero segui-lo. Seja aqui, ou lá. Seja onde quiseres. Gostava de saber o que muitas das vezes pensas destas minhas reflexões, destes meus silêncios estranhos e desta voz que te transmite sempre o que pode, e o que sente. Queria que nesse pequeno tom, me sublinhasses o que pensas fazer daqui para a frente, não quero planos, quero apenas previsões. Gostava de ter uma ideia do que posso ou não esperar. E mesmo aqui, do outro lado do mar, eu chamo em teu e em meu nome, todas as estrelas que um dia nos chamaram e nos deram a conhecer quem somos.

sábado

Valorização. C, parte I


Não falo de ti de uma maneira qualquer, não falo de ti de boca cheia, não falo de ti porque alguém também o faz. Falo de ti porque és alguém que se tornou diferente, falo de ti por seres esse ser tão arrasador e que me consegue descongelar a mente quando ela está pesada. Tu, tu tens sido não só um ombro amigo mas também uma linha que delimita todos os obstáculos na minha vida, uma linha continua e relevante. Nessa linha eu dei dois nós, o meu e o teu, juntos, presumo que conseguem fazer um só. Tenho quase a certezas que neles estão os nossos corações. Esses que já sofreram tanto, e receberam por vezes tão pouco. Nisso somos inteiramente parecidas. Será que se pode chamar dependência, a esta vontade tão grande de esmagar o silêncio que às vezes nos consome por dentro, e mesmo assim não ganhar forças? A nossa ligação é dependência? Sempre a senti nos primeiros tempos como se fosse a liberdade que tocamos, a liberdade que nos faz ir mais alto. Não sei para onde foi, se está escondida ou se esgotou. Mas provavelmente, extinguiu-se à medida que nós ganhámos novas formas. É muito provável que essa ligação não esteja tão pormenorizada, mas que nos guarde dentro dela. Eu acredito nela, tal como acredito em nós. Chamo amizade, aquilo que um dia aclarei do teu lado, aquilo que pintei no céu com a tua ajuda. E defino-a tão bem por conseguirmos fazer dela um bem-estar garantido. Tenho sempre medo de um dia deixar de lhe tocar e deixar de ser preenchida. Tu não? Admito que sejamos um todo completo. E neste momento passam na minha cabeça as imagens em que eu e tu entramos, como actrizes de cinema, sem tirar nem por. Lá estamos nós, de sorriso de orelha a orelha, olhando uma para a outra e sentindo algo em conjunto, algo que nem o mundo nem a população consegue desvendar, porque nós, somos isto. Somos cabelos ao vento sem dias de tempestade, somos caminhos perfeitos mas imperfeitos, somos o tudo e o nada. E tu és as lembranças de um sorriso que eu jamais me esqueço, és a força interior que me consegue dominar. Obrigada por seres assim, tu.


Catarina Abrantes

sexta-feira


Não tive como fugir, não quis sair dali para não distanciar todo o meu olhar de ti, tive medo… eras mais do que aquilo que merecia. Não queria perder uma pessoa assim. Dei conta que todo o meu tempo era teu, muito antes de o teu ser o meu. Mas não tive como fugir, não queria, nem vontade tinha. Digamos que me limitava a estar ali a observar cada traço do teu rosto e cada paragem no tempo. Quase doida, cega por ti, de uma maneira forte e ilimitada. Tu não sabias, ou se sabias não era eu quem querias do teu lado. Eu sabia que seria sempre mais uma que o teu coração não saberia agradar. Fechada, completamente fechada para o mundo, eu continuava a ver-te só a ti, a querer-te só a ti, e a estar constantemente vidrada nesses olhos cor de mel. Tudo isto até tu chegares e me limpares todas as lágrimas que até ali tinham caído, caiam de medo, e caiam de desespero. Para mim nunca serás mais um, mas o apenas. Falaste-me de mansinho, num tom suave e meigo e soubeste acalmar-me a alma com um toque apenas. Tudo isto até me pegares na mão e me levares. No futuro… o futuro está a ser agora, o futuro mais agradável de sempre.

quinta-feira


Vou querer que me expliques como me consegues deixar assim, tão apaixonada por ti.