Às vezes mais vale nem perceber o porquê, nem qual a razão, ou o objectivo com que se faz seja o que for. Deixo para depois, visto que agora tu estás longe e sem qualquer segurança para me demonstrar o meu verdadeiro valor, ou será que posso falar no nosso? Fazes-me lembrar os pássaros, que voam sem qualquer destino, fazes-me sentir fria e fora de mim. Esse teu vai e vem não te classifica, sempre pensei que a indecisão não morasse contigo.
quinta-feira
terça-feira
Hoje a nota é 1000
Elsa
Darei continuidade à nossa amizade, porque além de valiosa é delicada. Espero estar à altura para te ajudar, para conseguir explicar-te que o céu não é o limite, que basta tu quereres e consegues viver a vida de outra maneira. Vai ser um bom dia, espero eu. E alguma coisa, eu estarei aqui.
segunda-feira
Hoje ou amanhã. C, parte II
Ainda que os ventos sejam outros, que o muro se determine, que a corrente não quebre e que os meus pés não toquem mais nos teus, eu continuo de braços abertos para ti, contínuo apta e cheia de vontade de te abraçar de novo. Jamais me conseguirei esquecer de todas as nossas conversas de 5 em 5 minutos e de todas as vivências que nelas repartíamos. Lembra-te que nunca irei largar a tua mão, mas não irei agarrar o teu braço.
Gosto mesmo de ti B
Por entre rumores desta tão grande memória, deste turbilhão de sentimentos e desavenças, procuro(-nos), com tanta intensidade como a chuva caí. Deixo os meus rastos aqui, para que tu saibas que cá estive, que eu posso não permanecer aqui diariamente mas a alma não morre, e a minha consegue tocar-te, mesmo que não sintas…. Ela distrai-te de um mundo que não queres conhecer. Descalça e sem vontade para me conhecer por dentro, encontro-nos ali, encontro-nos além, de uma maneira ágil e delicada. Sorrimos, choramos, deixamos o tempo passar, sem nos dominar, nós é que o estamos a dominar a ele… ali. Naquelas recordações inigualáveis, naqueles tempos em que o tempo não volta. Naquelas horas em que os minutos são tudo. Lá estamos nós, abrigadas do vento, da chuva, das tempestades que tanto tens medo. Eu estou lá para te ajudar, como se a minha mão não fugisse e a tua me agarrasse com tanta força. São fotografias, e pensamentos, de uns dias bem passados. Mas agora, que entro na realidade vejo o quanto já passou e o quanto me deixaste aqui, ou fui eu que te deixei? Fomos nós que nos deixámos. Ainda que o vento me leve para ti, eu não esqueço a falta que ainda me fazes e o peso que tenho por não conseguir trazer de volta as memórias vivas e apresentáveis. O peso que tenho dentro de mim por o meu passado ser o teu passado, mas o meu presente não ser o teu. Escrevo linhas, contorno imagens, em teu nome. Para que me consigas entender, para que ao pisares o mesmo chão que o meu, sintas que de tudo valeu teres entrado, mas de nada vale teres saído.
sábado
quarta-feira
segunda-feira
Beira-mar
Enquanto pisava aquela areia fina e macia, pensava em ti. Como tenho feito sempre que tu não podes estar. Fiquei lá, parada, a olhar o mar que me deixava louca e com vontade de ir, ir para onde ele me levasse… parecia quando te olho nos olhos e me deixo ir contigo. Estava fixada no fundo do mar, fez-me lembrar a cor do mundo quando estás perto. Mas mesmo ali, abrigada do planeta, e fora de todas as vozes menos comuns, eu lembrava-me de mim sem ti e de mim contigo. A minha conclusão é simples, outrora eu quis ser eu e eu, neste momento eu gosto que seja eu e tu. Se eu escolhi este caminho, eu quero segui-lo. Seja aqui, ou lá. Seja onde quiseres. Gostava de saber o que muitas das vezes pensas destas minhas reflexões, destes meus silêncios estranhos e desta voz que te transmite sempre o que pode, e o que sente. Queria que nesse pequeno tom, me sublinhasses o que pensas fazer daqui para a frente, não quero planos, quero apenas previsões. Gostava de ter uma ideia do que posso ou não esperar. E mesmo aqui, do outro lado do mar, eu chamo em teu e em meu nome, todas as estrelas que um dia nos chamaram e nos deram a conhecer quem somos.
sábado
Valorização. C, parte I
Não falo de ti de uma maneira qualquer, não falo de ti de boca cheia, não falo de ti porque alguém também o faz. Falo de ti porque és alguém que se tornou diferente, falo de ti por seres esse ser tão arrasador e que me consegue descongelar a mente quando ela está pesada. Tu, tu tens sido não só um ombro amigo mas também uma linha que delimita todos os obstáculos na minha vida, uma linha continua e relevante. Nessa linha eu dei dois nós, o meu e o teu, juntos, presumo que conseguem fazer um só. Tenho quase a certezas que neles estão os nossos corações. Esses que já sofreram tanto, e receberam por vezes tão pouco. Nisso somos inteiramente parecidas. Será que se pode chamar dependência, a esta vontade tão grande de esmagar o silêncio que às vezes nos consome por dentro, e mesmo assim não ganhar forças? A nossa ligação é dependência? Sempre a senti nos primeiros tempos como se fosse a liberdade que tocamos, a liberdade que nos faz ir mais alto. Não sei para onde foi, se está escondida ou se esgotou. Mas provavelmente, extinguiu-se à medida que nós ganhámos novas formas. É muito provável que essa ligação não esteja tão pormenorizada, mas que nos guarde dentro dela. Eu acredito nela, tal como acredito em nós. Chamo amizade, aquilo que um dia aclarei do teu lado, aquilo que pintei no céu com a tua ajuda. E defino-a tão bem por conseguirmos fazer dela um bem-estar garantido. Tenho sempre medo de um dia deixar de lhe tocar e deixar de ser preenchida. Tu não? Admito que sejamos um todo completo. E neste momento passam na minha cabeça as imagens em que eu e tu entramos, como actrizes de cinema, sem tirar nem por. Lá estamos nós, de sorriso de orelha a orelha, olhando uma para a outra e sentindo algo em conjunto, algo que nem o mundo nem a população consegue desvendar, porque nós, somos isto. Somos cabelos ao vento sem dias de tempestade, somos caminhos perfeitos mas imperfeitos, somos o tudo e o nada. E tu és as lembranças de um sorriso que eu jamais me esqueço, és a força interior que me consegue dominar. Obrigada por seres assim, tu.
Catarina Abrantes
Catarina Abrantes
sexta-feira
Não tive como fugir, não quis sair dali para não distanciar todo o meu olhar de ti, tive medo… eras mais do que aquilo que merecia. Não queria perder uma pessoa assim. Dei conta que todo o meu tempo era teu, muito antes de o teu ser o meu. Mas não tive como fugir, não queria, nem vontade tinha. Digamos que me limitava a estar ali a observar cada traço do teu rosto e cada paragem no tempo. Quase doida, cega por ti, de uma maneira forte e ilimitada. Tu não sabias, ou se sabias não era eu quem querias do teu lado. Eu sabia que seria sempre mais uma que o teu coração não saberia agradar. Fechada, completamente fechada para o mundo, eu continuava a ver-te só a ti, a querer-te só a ti, e a estar constantemente vidrada nesses olhos cor de mel. Tudo isto até tu chegares e me limpares todas as lágrimas que até ali tinham caído, caiam de medo, e caiam de desespero. Para mim nunca serás mais um, mas o apenas. Falaste-me de mansinho, num tom suave e meigo e soubeste acalmar-me a alma com um toque apenas. Tudo isto até me pegares na mão e me levares. No futuro… o futuro está a ser agora, o futuro mais agradável de sempre.
quinta-feira
Longe/Perto
São talvez estes dias que passo sem te olhar nos olhos, sem te poder agarrar, sem te conseguir cheirar e sem poder adivinhar cada passo teu ao longo do dia, que me fazem recolher certezas imensas que não é só quem está junto que consegue amar completamente, por vezes acabam por criar ilusões sobre o que querem realmente. Com estes dias eu aprendo a amar-te em uso do coração que à uns meses te entreguei. E com ele ia também o meu sorriso, guardado. Tu sabes que tens sido tu o causador de toda a felicidade que nasce dentro de mim. Mas eu quero amor, eu quero que me prometas que estes dias não nos vão matar o interior, não nos vão apanhar em falso e usarem e abusarem de nós. Quero que me prometas que nada é certo mas que o nosso amor é diferente. Estou a morrer de saudades tuas, e desses teus braços doces que me sabem agarrar tão bem.
Gosto tanto de nós
- Há situações que me fazem não ter medo.
- Como por exemplo?
- Como aquelas em que estou contigo, os dois, agarrados, no quentinho da minha cama. Abraçada a ti não tenho medo de nada.
quarta-feira
terça-feira
Boas palavras, sabem sempre tão bem
segunda-feira
(...)
"Sim mostra, mas tem de saber bem o que quer. Não pode puxar-te e depois afastar-te porque depois quem sofre és tu."
"Sim, por isso é que também tento afastar-me."
(...)
"E já chegaram a alguma conclusão?"
"Pediu-me para esqueçer tudo."
"E tu?"
"Eu vou faze-lo."
"Mas tu não te queres esqueçer."
"Esquecer não esqueço, mas ausento-me."
"Eu percebo. Mas eu sinto que está a ser muito dificil para ti."
sábado
Sara Figueiredo II
"Eu estou aqui para ti. És uma mulher com um M grande. Parabéns por tudo o que conseguiste evoluir dentro de mim."
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