sexta-feira


Não tive como fugir, não quis sair dali para não distanciar todo o meu olhar de ti, tive medo… eras mais do que aquilo que merecia. Não queria perder uma pessoa assim. Dei conta que todo o meu tempo era teu, muito antes de o teu ser o meu. Mas não tive como fugir, não queria, nem vontade tinha. Digamos que me limitava a estar ali a observar cada traço do teu rosto e cada paragem no tempo. Quase doida, cega por ti, de uma maneira forte e ilimitada. Tu não sabias, ou se sabias não era eu quem querias do teu lado. Eu sabia que seria sempre mais uma que o teu coração não saberia agradar. Fechada, completamente fechada para o mundo, eu continuava a ver-te só a ti, a querer-te só a ti, e a estar constantemente vidrada nesses olhos cor de mel. Tudo isto até tu chegares e me limpares todas as lágrimas que até ali tinham caído, caiam de medo, e caiam de desespero. Para mim nunca serás mais um, mas o apenas. Falaste-me de mansinho, num tom suave e meigo e soubeste acalmar-me a alma com um toque apenas. Tudo isto até me pegares na mão e me levares. No futuro… o futuro está a ser agora, o futuro mais agradável de sempre.

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