quarta-feira

Seca, mas estavel


Tenho pena do tempo que voei daqui e não me quis lembrar que as desilusões também poderiam surgir comigo, desse tempo onde eu não colava os meus lábios para me emergir em mim mesma. Nessa altura eu não sei se o meu instinto me falhava ou se era eu que lhe falhava a ele. Lá que era simples e fácil de viver, lá isso era… histórias. Não passava disso, afinal. Eram histórias que o tempo me levava a acreditar, por influências tuas, para que eu pudesse sonhar mais alto e cair mais depressa. Os meus olhos pareciam algo de outro mundo, onde só tu moravas e me fazias acreditar que o céu nunca seria o limite de nada, que nós éramos muito mais do que ele. Nessa altura eu era feliz, eu era alguém que o vento não levou. Era doce e sabia dar-te aquilo que tu não me sabes dar agora a mim. Tempos esses, vivos e apaziguantes. Invejados por todos aqueles que mais nos olhavam de lado cada vez que as nossas mãos se uniam. Meu amor, eu não sofro agora, porque continuas comigo, e isso foi união que eu sempre desejei manter, mas há um vazio dentro de mim que me diz que em ti te falta alguma coisa, alguma coisa que não será de mim que esperas. Estou fria, gelada até.

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