Já não há muito que eu te consiga esconder, mesmo conhecendo-me tu à pouco tempo, mesmo que não tenhamos vivido nada no passado; tu conheces-me. Há dias em que choro para mim mesma mas sinto que me dás a mão e o conforto de que preciso. És maravilhoso! E como te tenho dito preciso de ti para ser feliz, do teu bem-estar, e da forma como sorris para mim. Esse sorriso que me deixa louca, que me deixa sem reacção. Não há nada de mal em nós. Apenas temos idades diferentes. Achas complicado? Penso que não. Certezas eu tenho, e sinto que tu também as tens, apenas te diriges menos a elas como eu me dirijo. Queria que me conseguisses explicar o que sentes quando estamos perto um do outro, se te apetece beijar-me, ou se o teu pé tenta recuar à medida que te puxo para mim – tenho medo disso, dessa resposta -. Já vivi um passado frustrante, ao qual eu não me quero referir muito, nem sequer lamentar-me por tê-lo vivido. Daí ter medo, ter medo que me deixes, e me largues a mão a qualquer momento. Parece-me óbvio, para uma miúda de 17 anos como eu. Um bocado de mim é teu, como se mais nada para mim existisse, ou como se tu fosses o único no mundo. Deixas-me fora de mim, meu tonto.

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