Dentro de instantes estarei à janela a ver-te passar, aproveitei estes minutos que me restam para expor(-te) o meu coração. Mesmo temendo as tempestades que por aí vem entre nós. De uma maneira tão rígida e inconstante eu temo-as e vejo-as vir, por detrás de uma cortina preta que nos separa, agora. É tão extensa a forma como te consigo ditar letra por letra as forças desgastadas que me ferem o peito, me alastram o sangue pela casa cada vez que passo e te tenho dentro de mim. Tu nunca percebeste que o meu grande mal é amar-te de uma forma imprevisível e necessária para um bom dia, nunca percebeste que de todas as formas de viver eu irei sempre escolher a que tu me poderás dar… e daí o meu medo do vento.
Porque tu sempre foste alguém superior a ele, sempre o derrubaste e com ele levavas os meus olhos cheios de dor. Cheguei a perguntar-me, que tipo de pessoa eras… se o jovem elegante e amoroso que conheci, se um rapaz que no lugar do coração tem uma pedra dura. É óbvio que nunca existiu uma resposta concreta, mas não a esperava, ali no momento, porque afinal ninguém te conhece. Talvez eu, te consiga desvendar o olhar e a forma como consegues tocar-me. Mas nada mais do que isso. O amor que sinto por ti não se assemelha a alguém que numa palavra nos consiga ler a vida inteira, o meu amor por ti é mais do que isso, é mais do que adivinhar os mistérios que possuis dentro de ti… esses são algo que talvez não me agradem. Cá em casa eu sou alguém indiscreto, sou alguém que morre de amores por ti, enquanto que tu não me ajudas a ser alguém ainda mais feliz, ou me ajudas a ultrapassar estes temporais que por nós passam e vão passar… tenho medo, e estou sozinha. Aqui, eu não te encontro, só enconsto o meu leve rosto às tuas fotografias, às lembranças de momentos bem passados e invejáveis. Tenho uma certa dúvida se só à minha porta batem este tipo de sentimentos, talvez já tenham batido à tua, mas tu recusaste-os, porque sempre tiveste essa tua personalidade forte de ser sempre melhor do que aquilo que idealizavam de ti. Mas eu no fundo, sei que todo esse muro que te esconde, um dia caí sobre toda a vida que agora estás a construir, mas sem mim. Agora vou até à janela, como todas as noites gélidas e inocentes.
Um beijo
muito obrigada *
ResponderEliminarnem mais,obrigada :)
ResponderEliminargostei muito