É tanta a vontade de querer e não conseguir, de olhar e não ver nada à volta, sentir o derradeiro do mundo. É tanta a vontade que eu tenho de seguir em frente com este estado de espírito e conseguir ser como um dia já fui, ocupar este espaço que falta com todas as coisas que um dia já foram minhas. E neste momento amar não me faz feliz. Amar alguém não é o significado de me amar a mim própria. E é disso que eu preciso, de me amar a mim, para depois amar “o outro”. Questiono-me o porquê de a minha vida não ter sentido na minha cabeça e de me fazer deixar de olhar tudo com os meus olhos, os olhos que eu tinha à tempos atrás, usar o método da substituição e conseguir fazer-me ver apenas aquilo que eu preferia nunca ter visto. A vida tem reservado para mim um caminho longo e cansativo, e eu descalcei-me, vesti algo prático e fui atrás dela, tentando ser feliz… e agora, continuo aqui, à espera de um dia acender a luz que me falta.

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