quinta-feira

Voaste como o vento


Gosto de sentir que já não fazes sentido algum.

Ainda ontem me lembrei de ti, mas de uma maneira diferente de todas as outras, de uma maneira corajosa e com vontade de te arrancar essa pedra que tens no lugar do coração. Sinto-me livre de ti, e de certa forma arrependida de algum dia ter feito parte da tua vida. Como se diz hoje em dia, “nunca nos devemos arrepender de nada”, mas eu arrependo-me, porque afinal fui mais um alvo nas tuas mãos, jogaste-me setas que me feriram a alma, deitava pingos de sangue cada vez que chorava por saber que a culpa era minha de tudo; quando por fim percebi que eu não tinha culpa, mas sim tu, a pessoa que eu desconhecia, e que quando a tua máscara caiu fiquei a conhecer(-te) totalmente. Estou feliz. Sinto-me amada e desejada por alguém muito diferente de ti – ainda bem – sinto que o meu coração já não te chama em horas tardias, nem os meus olhos te querem ver, neste momento sinto-me realizada. Quero que continues longe, longe de mim, longe de tudo o que eu estou a construir agora. O amor que um dia consegui sustentar por ti, é agora um sentimento vácuo pela pessoa que eu nunca quis conhecer.

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