segunda-feira

Nem sempre estamos certos


Parecia-lhe tudo diferente, ele mentiu-lhe, ela tentou seguir caminho, deixando-lhe claro que o mundo não era tão branco como ele pintara. Eram seres opostos, mas como sempre se disse “os opostos atraem-se”, e eles eram o exemplo disso mesmo. Deixavam todas as opiniões para depois, e todos os porquês sem respostas, sempre foram eles e só eles, dai ela ter estranhado. Dai ela se ter sentido pequena ao lado dele, e ter-se sentido destruída com tanta dor. Ele deixava-lhe mensagens infinitas no telemóvel, e fazia com que ela se recordasse de momentos longínquos. O arrependimento dele parecera ser mais forte que o vosso amor próprio – se é que há algo acima do amor que ambos vivem -. Ele voltou a pedir-lhe que ficasse, voltou a prometer-lhe uma vida a dois.



“- Quero que voltes a contar as estrelas sentada ao meu lado.

- Tenho poucas esperanças que isso volte a acontecer.

- Acreditas em mim?

- Acredito no nosso amor.

- Então se acreditas nele, deixa que seja ele a falar pelo teu coração.

(…)

- O que é que eu faço contigo?

- Não me largues.”



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