Deixei de saber descrever uma verdadeira amizade, ou se calhar até sei, mas sempre que escrevo ou digo alguma coisa sai tudo sempre ao contrário. Há desilusões que nem o tempo cura, aquele que dizem sempre que é o nosso melhor amigo em horas de tempestade. Afinal engana-nos, afinal também se desgasta tal como nós. Nestas alturas eu fico cheia de certezas que o mundo não vai acabar ali, que tenho muito mais para viver, mas depois quando falta a tal pessoa, o tal ombro, a tal conversa, a tal palavra, sinto-me a escorregar por todos os cantos. Sinto-me cheia de perguntas, e sem nenhuma resposta. A minha cabeça parece uma bola constante sem destino. Tento controlá-la mas não me deixa. Tenho pena. Tenho pena que quando preservamos tanto, perdemos tudo, é (quase) sempre assim. E eu deixei de tentar, deixei de avaliar por inteiro, e deixe de apostar totalmente. “Estamos sempre sozinhos.” É desta frase que me lembro, destas palavras tão sábias que um dia me chegaram aos ouvidos, diz tudo em tão pouco. Eu aprendi assim, sofri, deixei que os dias passassem, mas no fim acabei por me conseguir levantar. Agora sinto que sou forte, considero-me mesmo uma pessoa forte, simplesmente pelo facto de nunca querer descobrir o meu futuro, e estar sempre preparada para ele. Seja em que nível for. O “termo” a que chamamos de amizade, é sem dúvida um dos níveis que mais me magoou em toda esta estrada. Continua a magoar, mas a intensidade mudou, e o ritmo das palavras deixou de ser o mesmo.

há amizades, que apesar de muitos "ses" pelo meio, ficam para sempre. quer queiramos ou não, quer lutemos ou não, elas ficam...tu ficaste, irás sempre aqui estar, presente ou não. é este o teu lugar, perto/longe, eu estou contigo (mesmo sem eu/tu querermos)
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