Não tenho muito para te dizer,
mas quero que um dia, se for possivel,
leves todas as minhas poucas
palavras a sério:
A culpa é minha, pintei-te na perfeição que não eras, vivi na beleza que não tinhas, escrevi-te nas palavras que não leste, sonhei-te em cada beijo que trocámos, protegi-te em cada abraço que demos e no final, não és nada. Não és diferente, nunca foste. Ris-te de quem não és, vives de quem sonhas, interpretas um papel que não te cabe, e no final tiras sempre a máscara! Que péssimo actor, não se revelam os maiores mistérios, acabas por perder a plateia. Querido amigo, às vezes é preciso saber desistir antes de entrar, cá estou eu, não volto mais. Porque quando me olhaste nos olhos e eu fui embora, soubeste que eu ia de vez. Não faças confusões, eu não te odeio, isso seria um suicidio de quase amor, simplesmente não gosto de ti, e isso incomoda-te muito mais!

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