Olha nós quando éramos tão felizes, parecíamos duas crianças babadas, dois seres que um só destino uniu. Estávamos ali, no silêncio do mundo, éramos nós e o nosso amor. Eu saltava-te para o colo, com vontade de te roubar beijos infinitos, tu apertavas-me com toda a tua força para te garantires que era tua, e fazias-me essa cara de menino junto com esse tão doce sorriso ao qual me derreto completamente. Tu sabe-lo, e continuavas a faze-lo. Gostavas principalmente de me picar, ainda me lembro, como adoras tirar-me fora de mim, e de me ver perdida de amores por uns bons momentos de amor contigo. És tão malandro. Ali disseste-me que nunca me ias deixar, ao mesmo tempo que os nossos olhos se cruzavam, pedi-te por tudo para que mesmo que algum dia pensasses em faze-lo, me dissesses primeiro. Ali foste o meu rei completamente, deixaste-me presa a ti, mesmo que de uma maneira louca. Eu era a tua refém, e tu eras o meu bandido preferido. Não fazia mal se horas depois me procurassem, o que me importava era fazer-te feliz, e eu sabia que ali, nós estaríamos felizes. E não tardou a anoitecer, e eu com a minha grande camisola pedi-te que me abraçasses, fi-lo vezes sem conta, só para sentir que estavas ali comigo, que não estaria sozinha. Ainda me lembro hoje, que adoravas mentir-me a brincar, adoravas dizer-me que me amavas pouco e que estavas comigo por engano, eu sabia, aliás sei que me amas, e que se foi um engano, então quero que continues enganado.

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