segunda-feira

Pede ao teu coração que volte


Olha nós quando éramos tão felizes, parecíamos duas crianças babadas, dois seres que um só destino uniu. Estávamos ali, no silêncio do mundo, éramos nós e o nosso amor. Eu saltava-te para o colo, com vontade de te roubar beijos infinitos, tu apertavas-me com toda a tua força para te garantires que era tua, e fazias-me essa cara de menino junto com esse tão doce sorriso ao qual me derreto completamente. Tu sabe-lo, e continuavas a faze-lo. Gostavas principalmente de me picar, ainda me lembro, como adoras tirar-me fora de mim, e de me ver perdida de amores por uns bons momentos de amor contigo. És tão malandro. Ali disseste-me que nunca me ias deixar, ao mesmo tempo que os nossos olhos se cruzavam, pedi-te por tudo para que mesmo que algum dia pensasses em faze-lo, me dissesses primeiro. Ali foste o meu rei completamente, deixaste-me presa a ti, mesmo que de uma maneira louca. Eu era a tua refém, e tu eras o meu bandido preferido. Não fazia mal se horas depois me procurassem, o que me importava era fazer-te feliz, e eu sabia que ali, nós estaríamos felizes. E não tardou a anoitecer, e eu com a minha grande camisola pedi-te que me abraçasses, fi-lo vezes sem conta, só para sentir que estavas ali comigo, que não estaria sozinha. Ainda me lembro hoje, que adoravas mentir-me a brincar, adoravas dizer-me que me amavas pouco e que estavas comigo por engano, eu sabia, aliás sei que me amas, e que se foi um engano, então quero que continues enganado.

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