segunda-feira

Meu amor


À medida que o tempo passa, à medida que o nosso amor cresce eu sinto que há sempre qualquer empatia que nos consome, sinto que para além do muito tentamos sempre atingir o tudo. Foi a ti que eu prometi conseguir, foi a ti a quem eu (quase) jurei a pés juntos que da próxima vez não iria errar e foi também a ti a quem consegui ver mais do que um olhar. Porque sim, os teus olhos dizem mais do que tu pensas, e mais do que os outros vêm; tive a sorte de conseguir chegar ao ponto onde mais ninguém chegou. Gosto de dizer vezes sem conta esta parte “onde mais ninguém chegou”, sinto-me tão livre, tão bem ao dize-la, deve-se ao facto de me transmitires segurança, e de realmente eu conseguir vidrar-me em ti de uma maneira bastante racional. Agora divulgando-te mais de mim, mais do que tenho sentido, digo-te de uma forma doce num tom baixo: tenho saudades de dormir ao teu lado. Cada vez que penso nisto, penso na nossa noite e em como ela me envolveu por completo e me deixou marcas profundas. Dais quais eu tenho saudades, e até de todos os teus beijos loucos e da tua mão junto à minha cara, prenunciando-me tu um amo-te. Por mim ficaríamos por ali, os dois, à nossa maneira, e sempre com o pensamento em darmos mais de nós, pois eu sinto que tu também te esforças ao máximo, e que sem dúvida alguma me fazes muito feliz, nesses momentos e em todos os outros. Acho que já te tinha dito que contigo eu não sinto dores, contigo eu não sinto grandes medos, apenas o maior de todos é perder-te. Mas esse eu sei que enquanto tu poderes vais aquecer-me o coração e mostrar-me como para ti só eu existo.

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