“Há momentos na vida que nós precisamos de parar ou avançar, e neste momento tu precisas de parar. Tu sabes que ele gosta tanto de ti quanto tu dele”
Agora falo-te de coração nas mãos, falo-te assim para te deixar a pensar em várias coisas ao mesmo tempo. Gosto de te ver assim, ansiosa e preocupada comigo. Gosto de saber que lês o que te escrevo e que não escondes o que tiveres para me dizer. Quero começar por um: obrigado. Este que grande quero ainda maior. Deixa-me dizer-te que és uma mulher, mas uma mulher com um M bem grande. Tenho tantas estradas para percorrer e tu consegues ajudar-me em todas, sentas-te comigo no sofá ou noutro sítio qualquer e explicas-me que realmente a vida não é como eu muitas das vezes a vejo – mesmo que não o faça por mal – e que para nos mantermos felizes temos que enfrentar “marés e marinheiros”, uma expressão muito antiga que a minha avó me costumava dizer. Sabes se calhar até melhor que eu, como sou, a maneira como reajo e a maneira como possibilito as pessoas de se aproximarem de mim sem eu dar conta se há mal por ai. E hoje, mais uma vez deixaste-me clara de muitas coisas, entusiasmaste-me e ao mesmo tempo pediste-me que parasse para pensar. É certo que preciso, mas o que eu mais quero é conseguir ser quem era. Nunca te excluindo, como esperado. Mas pegando em todas as peças do puzzle da minha vida e alinhá-las, ver realmente se esta situação em que me encontro me dá asas para voar mais alto, ou se deva ficar quieta no meu canto. Sabes, tenho medo da resposta. Por vezes a vida é madrasta e eu já me desiludi tantas vezes, com pessoas tão diferentes que não me quero iludir mais com respostas inesperadas. Mas toda nossa conversa de à uns minutos atrás, no sofá da minha sala, deixou-me pensativa, e com força. Tu deixaste-me a pensar, tu e essas palavras que são muito mais do que isso. Ouço-as sempre com muita atenção, para não perder nenhuma. Quero que saibas também que haja o que houver, venham estes ou aqueles, nunca vais deixar de ter a minha mão, nunca vais deixar de me ter a mim. “Porque os amigos não servem só para os bons momentos”, lembras-te?

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