domingo

Hoje sinto-me sozinha


Percebo a tua parte, dizendo-te mais uma vez que estou bem ao teu lado, que jamais conseguirei fugir do mundo que reservaste para nós dois. Mas neste momento esse mundo fugiu, esse mundo está opaco, e eu estou a fugir com ele… Sempre te disse que ele era nosso, logo eu ia para onde ele fosse. Pergunto-te a ti, porque não vieste também. Porque não seguiste os meus passos e os passos do nosso mundo grandioso, – fechaste-te simplesmente em copas – fugiste de nós. Já me tinham dito que não nos devemos deixar levar pelo instinto de um primeiro beijo de alguém, mas contigo, eu previ que iria ser diferente. Eu tentei conformar-me que deixaria o meu passado por um presente melhor. Fui sempre guiada pelo teu beijo, e nunca me lembrando de todas as consequências que ele me poderia trazer. Esqueci-me do meu nome, esqueci-me da casa onde morava, esqueci-me do sorriso que tinha, esqueci-me dos cheiros, esqueci-me do meu dia-a-dia; passei a viver algo novo. Passei a dar de mim o que muitas vezes sentia que não tinha. E todas as tuas promessas, foram apenas provisórias, pelo menos a meu ver, pelo menos agora. Mas contudo eu ainda alimento esperanças que corras atrás de mim, e do mundo que demos o nosso nome. Ainda reajo às coisas como se me continuasses a pertencer e eu a ti. Penso apenas que estamos a começar. Penso que ainda me vais dar bons momentos, e que ainda me vais vir visitar. Ainda me vais amar como nunca ninguém amou, porque contigo sinto que o meu primeiro amor foi apenas uma lição de vida, um rumo que me levou até ti. Eu sei onde é o meu lugar, e sei que é do teu lado, a alimentar todo o nosso sentido de vida juntos.

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