Enquanto passeava em leves passos por Lisboa e tencionava fazer todas as minhas compras para este Natal que se aproxima, pensava em ti, sentia-me estranha em cada passo que dava tinha sempre algo em mente para te escrever, e isso muitas vezes incomoda-me, porque eu quero ter uma conversa sólida com quem está comigo, e chego a não conseguir por tua causa. E isto acaba por ser bom, mas estranho, pois contigo na minha mente torna-se impossível pensar. Ou melhor pensar em mim, no que estou e quero fazer. Hoje nesses curtos e delicados passos que dava também me escorria no coração o calor das tuas mãos nas minhas, a tua boca sempre que se aproxima da minha e a sensação que isso me traz. Como costumo dizer “é mesmo isso”, é isso que estás a ler, é mesmo tudo isto que tento que vejas aqui por palavras, por pequenas palavras que na verdade não são nada ao pé daquilo que és. Tu que simbolizas o mundo para mim, principalmente por me tirares do fundo em que me encontras muitas vezes, por me acalmares o choro em muitas noites e me fazeres respirar fundo e contar até dez para suportar a dor, mereces muito mais do que todas as palavras que eu possa escrever aqui… e acredita todas as cartas que edito para ti, são todas escritas com a mesma intensidade do amor que te tenho, com todas as forças que tenho para te agarrar, deixando-te sempre marcado dentro de mim de uma maneira agradável.

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