terça-feira

diva da minha vida.


Podia dizer-te que neste momento todo o sabor das nossas passagens pela vida juntas não me trouxe nada de novo, que continuei a saber o que já sabia anteriormente e que fi-lo apenas por fazer, mas estaria a omitir-te em tudo. Estaria a dar parte fraca e a deixar que as minhas saudades falassem mais alto, porque sim, elas quando falam dizem-me que devo meter-te entre a “espada e a parede”, que devo mudar o sentindo a tudo aquilo que sinto e divulgar-te apenas que não as tenho mas por outras palavras para não te magoar tanto. Mas tu sabes como sou, sabes que sempre gostei de fugir às regras que me eram impostas, sabes que os meus limites nunca foram testados e eu gosto de os testar a todos. Até a estas, a estas saudades que tenho de um bom momento contigo. Acho que nesta altura, nesta altura de Natal, é a época do ano mais que certa para nos relembrarmos o que nos aconteceu para trás, para metermos os olhos em tudo o que fizemos e deixámos por fazer, neste ano que está prestes a terminar. A ti te devo agradecer por ele. Por todas as vezes em que me esticaste a mão, e me abriste os olhos, por todas as boas palavras que sentia vindas de ti, e mesmo pelas más. Sobretudo por saberes guardar todos os meus segredos como meu diário que és. Tu, melhor que ninguém sabes o que sou e como sou. Em muitas das ausências que temos de semanas uma perante a outra, eu sei que mais tarde me vais ligar a contar o que te aconteceu nesses dias em que não estive presente. Eu sei que contigo a minha mente sempre foi aberta, sempre esclareci, fosse o que fosse. E estando eu agora, aqui, a escrever-te não será somente por me agradar que o destinatário desta carta, sejas tu, é também pelo teu grande papel de à uns bons anos para cá. Alimentei muito todos os sentimentos que possuiu por ti. Espero que em 2011 continues a ser a minha companhia de vida. Minha tão adorada Mara Camacho.

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