sexta-feira

“Tenho em ti todos os sonhos do mundo”. Repito esta frase para ti, mais de uma vez por dia, sinto-me bem quando o faço, e sinto que tu também ficas (re)confortado quando a ouves. Algo que nos deu sempre bastante prazer em fazer, foi olharmo-nos olhos nos olhos, e sentirmos que estaremos sempre ali um para o outro, prometemos que seria sempre assim. Eu sinto que o fazes, mas na maior parte das vezes secas todas as palavras que tens para mim, e envolveste num mundo onde sei que não pertences, num mundo onde o futuro é imprevisível, e só importa viveres a vida naquele momento, o que vier a seguir é insignificante. Sempre me disseram que nos devemos aceitar mutuamente, tal e qual como somos. Garanto-te que te aceito, mas torna-se difícil viver(mos) assim. Mas nunca me disseram que para amar é quase preciso pedir por favor a outros, que nada têm a ver. Nunca me disseram que na junção de dois corpos poderá haver arrependimento depois. Que ao fazer parte da vida de alguém esse alguém não fará para da nossa. Isto é o que se passa connosco. E sim, atormenta-me. Faz-me até deixar de te querer ver, ter duvidas, e voltar às memorias do passado. Pensar em momentos que não quero; deixar o barco sempre por andar – sempre que não estás – e não conseguir agarrar todas as minhas lágrimas. Acredita que o meu passado não me trás grandes saudades, por isso lembra-te que me voltei a prender a alguém, neste caso a ti.

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